Comentário:
É fundamental o apoio dos pais e educadores, para que juntos possam alertar e reeducar os jovens.
Postado por Amanda Letícia.
Quando a Internet é utilizada para obter-se
informação com vistas à pesquisa, estudos, conversas entre amigos, notadamente,
concluir-se-ia que ela é um bem. Mas, ainda assim, teríamos que especular sobre
a fonte de informação e com quem se relaciona esses jovens. Seria esta fonte
segura? Seria esta fonte capaz de prover informações confiáveis para contribuir
com o processo educacional? Seriam esses relacionamentos estabelecidos com
pessoas confiáveis? Logicamente, estas preocupações demonstram a necessidade de
julgamento não somente segundo juízos de valor, mas também segundo critérios
objetivos que poderiam avaliá-las sob o ponto de vista científico dentro da
área de interesse em questão, ou quando não, quem são as pessoas com as quais
se relacionam os jovens ao navegar na rede. Disso decorre uma outra pergunta.
Teriam as crianças e adolescente discernimento para julgá-las? Provavelmente,
não. É sabido que nesta idade esses jovens ainda são carentes de educação para
a vida, ou seja, dependem de orientação para guiarem-se no enfrentamento das
próprias realidades ainda conflituosas em relação ao mundo que as rodeiam. Sem
acompanhamento de adultos – pais ou responsáveis, educadores, etc – a Internet
pode ser um mal.
O conhecimento e o acesso a
métodos contraceptivos estão a nossa disposição. Existem, porém, outros fatores
que, agindo em conjunto ou isoladamente, alimentam esse problema. As condições
precárias de educação, por exemplo, fazem com que as jovens se desinteressem
pela carreira profissional, e passem a dedicar seu tempo de forma desregrada.
Nos núcleos de baixa renda há altos índices de gravidez precoce, pois as
dificuldades, a exclusão, a marginalização, são fatos que podem causar certa
debilidade em conceitos como constituir família no momento certo, ou esperar
para que se criem condições financeiras, ou mesmo maturidade suficiente para
educar uma criança. E não só nas áreas mais pobres, mas nas classes média e
alta isso também ocorre, e nessa situação o motivo não seria financeiro, mas
sim negligência e falta de responsabilidade.